segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Referência para criação do objeto interativo
Pesquisei sobre algum outro modelo de interatividade que fosse tátil e modificado constantemente por isso. O objeto criado tinha intenção de recriar esse efeito, sendo feito de material maleável envolto em balão (gel e amido de milho), e depois recoberto com tecido.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Hélio Oiticica
Engenheiro, escolarizado em casa, influenciado pelo avô José Oiticica,filósofo, professor e escritor dentre outras coisas, Hélio Oiticica frenquentou, em 1947, pela primeira vez, uma escola oficial. Mostrava certa aversão à instituições de ensino e seus métodos.
Produz Os Penetráveis, os quais consistem em espaços labirínticos que deixam de ser compostos pela fusão de planos, assumindo, em constituição física, uma diversidade de materiais. Partiu da ideia de objetos, denominados por ele ''projetos'', inicialmente realizados em forma de maquete para então serem postos em algum ambiente.
Temos, por exemplo, o penetrável Magic Square, projetado para o ar livre. Trabalhado em alvenaria, trata-se de 9 paredes de igual tamanho 4,5x4,5x0,5 metro, pintadas de cores diferentes (azul, magenta, laranja e amarelo), ocupando uma área total de 15m². O chão é recoberto por pedras e o terreno em torno é gramado.
As cores e o piso foram escolhidos de modo a permitir experiências sensoriais, de acordo inclusive com a incidência solar, daí a razão da obra ser localizada ao ar livre.Deve-se notar que os Penetráveis tem como pré-requisito a incursão do observador,e assim, os ambientes coloridos só ''funcionam'' com a presença dele. O Penetrável Tropicália também teve importância por ter inspirado o nome e ajudado a consolidar a estética do movimento tropicalista, consistindo em um jardim, com pássaros vivos entre plantas e ''objetos-poema''.
Após o incêndio de 2008 no Jardim Botânico, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, que destruiu quase todo acervo do artista, seus documentos e obras restantes são preservados pela digitalização. Hélio Oiticica faleceu no dia 22 de março de 1980, deixando seu irmão César Oiticica como responsável pelas obras, o que gerou uma discussão em torno da decisão de se deixa-las em uma casa e não em um museu, lugar comumente tido como adequado à preservação de acervos artísticos. No entanto, o museu seria uma forma de se delimitar o espaço artístico, e também as obras que muitas vezes buscam a experiência pelo espaço e pelos sentidos.
Produz Os Penetráveis, os quais consistem em espaços labirínticos que deixam de ser compostos pela fusão de planos, assumindo, em constituição física, uma diversidade de materiais. Partiu da ideia de objetos, denominados por ele ''projetos'', inicialmente realizados em forma de maquete para então serem postos em algum ambiente.
Temos, por exemplo, o penetrável Magic Square, projetado para o ar livre. Trabalhado em alvenaria, trata-se de 9 paredes de igual tamanho 4,5x4,5x0,5 metro, pintadas de cores diferentes (azul, magenta, laranja e amarelo), ocupando uma área total de 15m². O chão é recoberto por pedras e o terreno em torno é gramado.
As cores e o piso foram escolhidos de modo a permitir experiências sensoriais, de acordo inclusive com a incidência solar, daí a razão da obra ser localizada ao ar livre.Deve-se notar que os Penetráveis tem como pré-requisito a incursão do observador,e assim, os ambientes coloridos só ''funcionam'' com a presença dele. O Penetrável Tropicália também teve importância por ter inspirado o nome e ajudado a consolidar a estética do movimento tropicalista, consistindo em um jardim, com pássaros vivos entre plantas e ''objetos-poema''.
Após o incêndio de 2008 no Jardim Botânico, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, que destruiu quase todo acervo do artista, seus documentos e obras restantes são preservados pela digitalização. Hélio Oiticica faleceu no dia 22 de março de 1980, deixando seu irmão César Oiticica como responsável pelas obras, o que gerou uma discussão em torno da decisão de se deixa-las em uma casa e não em um museu, lugar comumente tido como adequado à preservação de acervos artísticos. No entanto, o museu seria uma forma de se delimitar o espaço artístico, e também as obras que muitas vezes buscam a experiência pelo espaço e pelos sentidos.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Performance
O vídeo acima foi feito para documentar a perfomance realizada na Loja Naninho, em Bichinho, que teve por objetivo afetar a forma usual como sentimos o espaço e estimular a capacidade de abstração coletiva e percepção individual.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Flash Mob
O termo utilizado pela primeira vez no ano de 2003, designa uma reunião de pessoas em um local público de forma rápida, na qual ocorre a performance de atos sem sentido ou esquisitos, não vistos naqueles ambientes usualmente.
Bill Wasik, editor sênior da Harper's Magazine, idealizou um dos primeiros flash mob, executado no dia 3 de junho de 2003, no qual mais de 130 pessoas se reuniram em torno de um tapete muito caro na loja de departamentos Macy's e foram instruidas a dizer aos funcionários do departamento que elas faziam parte de um grupo que mora junto em um galpão nos arredores de Nova York, que estavam comprando um '' tapete do amor'' e que tomavam as decisões de compra conjuntamente. Logo depois, a aglomeração cresceu em 200 pessoas reunidas que aplaudiram os performistas.
Os primeiros flash mob são caracterizados pela espontaneidade e pela forma como brincam com os espaços escolhidos causando incômodo ou satirizando algo pertinente ao espaço. Entendo que é uma forma de se mostrar que podemos ocupar certo espaço simplesmente o ocupando, sem haver qualquer sentido no que é feito. Por exemplo, as flash mob nas quais as pessoas permanecem imóveis e em silêncio durante um tempo, ou aquelas que reunem pessoas dançando a músicas distintas.
Outras envolvem vários ensaios...
...sendo comum que coorporações usem esse método como uma forma de publicidade....
Grande parte continua seguindo o molde das estações de trem, metrô ou shopping mall, após ter sido feito uma enorme aglomeração em uma estação em Londres, na qual aproximadamente 4000 pessoas dançaram ao som de suas próprias músicas. O evento foi conhecido como Silent Disco e envolveu a polícia, que precisou dispersar uma das maiores flash mob já feitas na cidade.
A cidade de Braunschweig possui lei que exige permissão para o uso do espaço público, com o intuito de barrar as multidões dançantes. As motivações são compreensíveis já que já foi registrado os chamados flash robs e flash mob violence, nos quais os envolvidos cometem crimes como furto e destruição de propriedade privada e pública.
Os pontos interessantes da flash mob são sua relação com as redes sociais existentes, sua espontaneidade e a forma como uma expressão coletiva quebra os moldes que são dados aos espaços públicos, antes vistos como uma mera passagem até o próximo local público ou até um local privado, tornando-os um palco para performances que tiram o observador, e o performista, da rotina rápida e maçante das cidades.
Bill Wasik, editor sênior da Harper's Magazine, idealizou um dos primeiros flash mob, executado no dia 3 de junho de 2003, no qual mais de 130 pessoas se reuniram em torno de um tapete muito caro na loja de departamentos Macy's e foram instruidas a dizer aos funcionários do departamento que elas faziam parte de um grupo que mora junto em um galpão nos arredores de Nova York, que estavam comprando um '' tapete do amor'' e que tomavam as decisões de compra conjuntamente. Logo depois, a aglomeração cresceu em 200 pessoas reunidas que aplaudiram os performistas.
Os primeiros flash mob são caracterizados pela espontaneidade e pela forma como brincam com os espaços escolhidos causando incômodo ou satirizando algo pertinente ao espaço. Entendo que é uma forma de se mostrar que podemos ocupar certo espaço simplesmente o ocupando, sem haver qualquer sentido no que é feito. Por exemplo, as flash mob nas quais as pessoas permanecem imóveis e em silêncio durante um tempo, ou aquelas que reunem pessoas dançando a músicas distintas.
Outras envolvem vários ensaios...
Grande parte continua seguindo o molde das estações de trem, metrô ou shopping mall, após ter sido feito uma enorme aglomeração em uma estação em Londres, na qual aproximadamente 4000 pessoas dançaram ao som de suas próprias músicas. O evento foi conhecido como Silent Disco e envolveu a polícia, que precisou dispersar uma das maiores flash mob já feitas na cidade.
A cidade de Braunschweig possui lei que exige permissão para o uso do espaço público, com o intuito de barrar as multidões dançantes. As motivações são compreensíveis já que já foi registrado os chamados flash robs e flash mob violence, nos quais os envolvidos cometem crimes como furto e destruição de propriedade privada e pública.
Os pontos interessantes da flash mob são sua relação com as redes sociais existentes, sua espontaneidade e a forma como uma expressão coletiva quebra os moldes que são dados aos espaços públicos, antes vistos como uma mera passagem até o próximo local público ou até um local privado, tornando-os um palco para performances que tiram o observador, e o performista, da rotina rápida e maçante das cidades.
Parkour
Um ''sprint'' pelas cidades é o que caracteriza o parkour quando foi iniciado por David Belle, e em suas palavras, o exercício não possui objetivo e não é funcional de maneira alguma. Dessa forma entendemos que o percurso é constituído de pontos inicial e final, cujos obstáculos não são contornados mas desafiados por saltos e giros, dentre outras técnicas utilizadas pelos praticantes.
Atualmente, o atleticismo parece importar mais do que a percepção do espaço que está sendo percorrido e a atividade é vista mais como um exercício físico do que uma forma de imaginar novos meios de se ocupar ou desocupar um espaço, ou até de se imaginar qual são as diversas maneiras de se interagir com o meio urbano a ser desafiado por aquele que se propôs a terminar o percurso.
A demanda física e técnica resultou na criação de diversos grupos cujo objetivo é simplesmente pular obstáculos apresentando uma plástica cada vez melhor.
O vídeo acima mostra como a adrenalina e emoção de se desafiar o espaço urbano, o conquistando pela força e agilidade, define o parkour que é praticado hoje, sendo este ramificado em Freerun e Tricking.
Já este video mostra David Belle falando sobre o Parkour. Quando ele diz que para ele se trata de uma arte, onde se aprende a prestar atenção, entendo que essa atenção é impregada não somente para evitar acidentes ou lesões, mas para pensar o espaço e a forma como ele será utilizado por quem realiza a ação.
Atualmente, o atleticismo parece importar mais do que a percepção do espaço que está sendo percorrido e a atividade é vista mais como um exercício físico do que uma forma de imaginar novos meios de se ocupar ou desocupar um espaço, ou até de se imaginar qual são as diversas maneiras de se interagir com o meio urbano a ser desafiado por aquele que se propôs a terminar o percurso.
A demanda física e técnica resultou na criação de diversos grupos cujo objetivo é simplesmente pular obstáculos apresentando uma plástica cada vez melhor.
O vídeo acima mostra como a adrenalina e emoção de se desafiar o espaço urbano, o conquistando pela força e agilidade, define o parkour que é praticado hoje, sendo este ramificado em Freerun e Tricking.
Já este video mostra David Belle falando sobre o Parkour. Quando ele diz que para ele se trata de uma arte, onde se aprende a prestar atenção, entendo que essa atenção é impregada não somente para evitar acidentes ou lesões, mas para pensar o espaço e a forma como ele será utilizado por quem realiza a ação.
Flaneur e Deriva
O termo flaneur usado por Charles Baudelaire, poeta e crítico de arte que viveu na Paris do século XIX, denota uma pessoa que percorre a cidade, experienciando e sendo afetado pelo espaço sem possuir qualquer compromisso para com ele. Durante a modernização de Paris, quando o trabalho nas cidades passava a ocupar a maior parte do dia das pessoas, esse homem é um '' vagabundo'', já que a atividade é essencialmente caminhar pelas ruas sem um olhar que busca qualquer característica marcante ou uma nuance da cidade, no entanto chega a ser descrito como ''cavalheiro andarilho das ruas'' por Baudelaire, e seria praticada por burgueses e boêmios.
É importante notar que flaneur e deriva, embora sejam técnicas parecidas, se diferem em vários pontos.
Enquanto flaneur é individual, a deriva permite que sejam formados grupos, que podem possuir regras para guiar de certa forma a experiência. Flaneur não segue regras e permite extrema espontaneidade no que diz respeito a perceber e ser percebido pelo espaço urbano.
Outro aspecto a ser percebido é que na deriva existe um cuidado maior com a observação e perceção do espaço, bem como se foca a ativadade para que haja maior receptividade e resultados.
Seguem algumas fotos que retratam as impressões que Fernando Rabelo,antes editor de fotografia do jornal O Globo e Folha de São Paulo, teve de Paris durante uma viagem em 2005 após ter morado seis anos de sua adolescência na Cidade das Luzes. O trabalho constitui fotografias das ruas dentre outros espaços e ilustra bem o que é visto durante o flaneur e o que pode ser percebido e capturado, revelando uma beleza efêmera única do local.


É importante notar que flaneur e deriva, embora sejam técnicas parecidas, se diferem em vários pontos.
Enquanto flaneur é individual, a deriva permite que sejam formados grupos, que podem possuir regras para guiar de certa forma a experiência. Flaneur não segue regras e permite extrema espontaneidade no que diz respeito a perceber e ser percebido pelo espaço urbano.
Outro aspecto a ser percebido é que na deriva existe um cuidado maior com a observação e perceção do espaço, bem como se foca a ativadade para que haja maior receptividade e resultados.
Seguem algumas fotos que retratam as impressões que Fernando Rabelo,antes editor de fotografia do jornal O Globo e Folha de São Paulo, teve de Paris durante uma viagem em 2005 após ter morado seis anos de sua adolescência na Cidade das Luzes. O trabalho constitui fotografias das ruas dentre outros espaços e ilustra bem o que é visto durante o flaneur e o que pode ser percebido e capturado, revelando uma beleza efêmera única do local.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
CS5+Juliana Sarmento
Foto original
A foto foi trabalhada de modo que transparecesse minha primeira impressão da Juliana, uma pessoa que parece ser focada, e transmite serenidade tanto no olhar como no modo calmo de falar, sendo bastante receptiva. Assim decidi nao usar nenhuma filtro artistico e trabalhar com o ruído que a foto já possuia, bem como com os tons de verde e magenta/azul (ciano), para tentar passar aquilo que vi nela no primeiro momento. Não nos conhecemos a muito tempo, então posso estar errado...vamos ver....1- Adjustments->Levels para trazer um pouco mais de informação, trabalhando os canais individualmente e depois o RGB
2-Brightness/Contrast -> Aumento de contraste
3-Vibrance -> Diminuição da vibrance e leve aumento na saturação
4-Exposure-> + 0.3 na exposição para trazer um pouco do fundo
5-Color Balance-> Highlights + Yellow, Shadows + Blue, Midtones + Green para conter um pouco do magenta
6-Plug-ins Viveza, Color Efex e Dfine 2.0
7- O resultado...
O magenta e um tom quente passa feminilidade e aconchego...uma pessoa agradável..a Juliana.
Obs.: a foto original foi entregue a mim pela Juliana Sarmento, com 72dpi e foi utilizada a câmera de um Iphone.
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