Um ''sprint'' pelas cidades é o que caracteriza o parkour quando foi iniciado por David Belle, e em suas palavras, o exercício não possui objetivo e não é funcional de maneira alguma. Dessa forma entendemos que o percurso é constituído de pontos inicial e final, cujos obstáculos não são contornados mas desafiados por saltos e giros, dentre outras técnicas utilizadas pelos praticantes.
Atualmente, o atleticismo parece importar mais do que a percepção do espaço que está sendo percorrido e a atividade é vista mais como um exercício físico do que uma forma de imaginar novos meios de se ocupar ou desocupar um espaço, ou até de se imaginar qual são as diversas maneiras de se interagir com o meio urbano a ser desafiado por aquele que se propôs a terminar o percurso.
A demanda física e técnica resultou na criação de diversos grupos cujo objetivo é simplesmente pular obstáculos apresentando uma plástica cada vez melhor.
O vídeo acima mostra como a adrenalina e emoção de se desafiar o espaço urbano, o conquistando pela força e agilidade, define o parkour que é praticado hoje, sendo este ramificado em Freerun e Tricking.
Já este video mostra David Belle falando sobre o Parkour. Quando ele diz que para ele se trata de uma arte, onde se aprende a prestar atenção, entendo que essa atenção é impregada não somente para evitar acidentes ou lesões, mas para pensar o espaço e a forma como ele será utilizado por quem realiza a ação.
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